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Novamente Geografando

Este blog recolhe e organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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TETRA PAK MAIS PRÓXIMA DE UMA EMBALAGEM 100% RENOVÁVEL

Mäyjo, 23.12.16

Tetra Brik® Aseptic Edge carton packages with LightCap™ screw cap

Tetra Pak anunciou recentemente o lançamento de uma nova versão da embalagem Tetra Brik® Aseptic 1000 Edge com sistema de abertura LightCap™ 30 de origem biológica. Esta é a primeira embalagem assética de cartão em todo o mundo a receber a mais alta certificação da Vinçotte para a utilização de materiais renováveis.

 

A nova embalagem é produzida com uma película plástica e tampa, fabricadas a partir de polímeros derivados da cana-de-açúcar. Em combinação com o cartão, a fracção de materiais provenientes de fontes renováveis na embalagem eleva-se para mais de 80%, o limiar para a certificação quatro estrelas da Vinçotte, agência de acreditação mundialmente reconhecida por avaliar o conteúdo renovável de embalagens.

A nova embalagem apresenta igualmente uma pegada de carbono 17% inferior comparativamente com a embalagem convencional, de acordo com uma análise de ciclo de vida independente conduzida pelo IVL – Instituto de Investigação Ambiental sueco.

“Aumentar o uso de materiais renováveis, definidos como recursos naturais que podem ser repostos ao longo do tempo, desempenha um papel cada vez mais importante na mitigação da escassez de recursos e nas alterações climáticas”, refere Philippe Dewolfs, Presidente do Comité de Certificação da Vinçotte. “Esta é a única embalagem asséptica de cartão que certificámos, até ao momento, e qualificou-se para uma certificação de quatro estrelas.”

Charles Brand, Vice-presidente Executivo de Gestão de Produto e Operações Comerciais da Tetra Pak, sublinha: “Há uma tendência crescente de consumidores que querem fazer mais pelo planeta e que querem que as marcas os ajudem. Com a certificação da Vinçotte, a nossa nova embalagem dá aos clientes informações credíveis para comunicarem com os consumidores, além de os ajudar a diferenciar os seus produtos.”

A nova versão da Tetra Brik® Aseptic 1000 Edge com LightCap™ 30 Bio-based está já disponível para os clientes a nível mundial.

 

DICAS PARA UM NATAL MAIS SUSTENTÁVEL

Mäyjo, 22.12.16

natal

O Natal está quase aí! Neste período em que o estimulo ao consumo é maior, também o impacto ambiental aumenta, com o desgaste de recursos e a consequente produção de resíduos, com o aumento do uso energético e produção de gases com efeito de estufa.

 

A associação ambiental Quercus deixa aqui algumas ideias e sugestões para um Natal mais sustentável, sempre tendo em mente o respeito pelo ambiente, o apoio a projectos sociais e a redução de custos.

Aqui ficam as dez dicas para um Natal sustentável:

1- Escolher a árvore de Natal: se vive numa zona urbana (sem jardim ou quintal) opte por uma árvore artificial que possa reutilizar durante vários anos. Ao optar por um pinheiro natural, escolha com raiz se tiver oportunidade e espaço para os plantar novamente, depois de terminar este período festivo. Uma outra opção passa por usar como árvore de Natal os ramos provenientes de podas e cortes responsáveis feitos na floresta

2- Quando iniciar as decorações: inicie as decorações com a época natalícia (que deverá coincidir com o início do advento, último fim de semana de Novembro) evite, assim, o desperdício de recursos ao começar demasiado cedo

3- Luzes de Natal: opte pelo uso de lâmpadas mais eficientes e de menor consumo energético. Não deixe as luzes acesas em períodos em que não se encontra ninguém em casa ou a família está a dormir

4- Decorações: faça as suas próprias decorações de Natal reutilizando materiais ou, em alternativa, adquira artigos produzidos por Associações de carácter social ou a artesões locais que utilizem produtos sustentáveis

5- Preparativos: utilize os transportes públicos nas suas deslocações

6- Presentes: na oferta de prendas alimentares prefira produtos de origem nacional e, se possível, de modo de produção biológica; em produtos de perfumaria, cosmética ou higiene pessoal, escolha marcas com produtos naturais, biológicos e que não fazem testes em animais (consultar a listagem disponibilizada pela Liga Portuguesa dos Direitos do Animal); em equipamentos eléctricos e electrónicos é importante informar-se previamente quais as marcas mais seguras e ambientalmente mais sustentáveis (consultar páginas da Greenpeace e do projecto Topten.pt da Quercus). Ofereça sobretudo o seu “tempo” como presente, através de visitas aos amigos, familiares e aos mais necessitados

7- Embrulhos de Natal: aposte na reutilização desde o papel de embrulho e adereços, aos sacos, frascos, caixas e outros materiais com potencial de reaproveitamento

8- Ceia de Natal: de modo a evitar o desperdício de alimentos, faça uma lista de compras do que é mesmo necessário, e evite o consumo de produtos demasiado embalados. O ideal é confecionar a maior parte dos pratos e sobremesas em casa, privilegiando produtos locais/regionais/nacionais, adquiridos no comércio local e, se possível, de origem biológica e/ou provenientes de redes de comércio justo. Algumas cooperativas locais promovem a comercialização de cabazes de produtos da zona, privilegiando o contacto direto entre produtor e consumidor, e reduzindo a pegada de carbono destes alimentos

9- Fritos de Natal: recolha o óleo alimentar utilizado nas frituras dos doces de natal e entregue-o para reciclar num ponto de recolha próximo da sua residência

10- Resíduos: faça a separação dos diferentes resíduos, reutilize os papéis de embrulho e os laços decorativos e encaminhe os diferentes materiais para reciclagem utilizando os ecopontos. Adie alguns dias a deposição dos resíduos não orgânicos de forma a evitar a acumulação de lixo nos contentores

Foto: via Creative Commons

 

Membranas biodegradáveis substituem garrafas

Mäyjo, 21.12.16

ESTUDANTES CRIAM MEMBRANA BIODEGRADÁVEL PARA SUBSTITUIR GARRAFAS DE ÁGUA

 
 

 

 

A VIDA SELVAGEM DO PARQUE DA GORONGOSA CONTINUA A AUMENTAR

Mäyjo, 20.12.16

parque-da-gorongosa

A recuperação da vida selvagem no Parque Nacional da Gorongosa continua a registar níveis positivos, depois de anos a ser dizimada pela guerra civil em Moçambique. A contagem feita entre 18 e 31 de Outubro de 2016 registou 78.627 animais de 19 espécies diferentes, um número superior ao registado em 2014 em que cerca de 70 mil animais viviam neste parque.

 

Apesar da seca na zona nos últimos dois anos, com impacto significativo em várias espécies, os responsáveis pelo Parque Nacional da Gorongosa consideram que a “recuperação da vida selvagem continua a progredir bem”.

Como animal dominante neste parque surge o inhacoso (um grande antílope também conhecido como piva), com cerca de 45 mil animais desta espécie a viver na zona, mais 10 mil do que em 2014.

As populações de impala, com 4705 animais, de inhala com 1299 espécimes, e de cudu com 1466 tiveram subidas substancias, com os números de cada uma desta espécies a aumentar nos últimos dois anos. Também a população de pala-pala, de elefantes e búfalos aumentaram os seus números, apesar de um pouco abaixo das expectativas.

As espécies mais pequenas, caso da imbabala, o porco do mato o chango, o oribi e o facocero, foram menos afectadas pelos efeitos da intensa seca, em parte devido aos seus hábitos mais selectivos de alimentação.

De fora desta contagem ficam os elefantes, pela dificuldade de observação por via área, mas as estimativas indicam que há cerca de 80 indivíduos a habitar no local.

Segundo dados oficiais, durante os 16 anos de guerra civil em Moçambique o Parque Nacional da Gorongosa perdeu 95% dos seus animais. Só mais tarde, em 2007, e depois de o estado moçambicano assinar um contracto de gestão conjunta com a fundação do filantropo norte-americano Gregory Carr, se registaram assinaláveis níveis de recuperação.

Foto: Bruno Miranda1 / via Creative Commons

 

ILHA FERNANDINA DAS GALÁPAGOS: A NATUREZA EM ESTADO PURO

Mäyjo, 19.12.16

galapagos

É a ilha mais ocidental do arquipélago das Galápagos, no Equador, e também a menos conhecida. Cerca de 90% do seu solo é coberto por lava vulcânica, pois a Fernandina alberga um vulcão que está activo. Não é um lugar turístico, mas fascina pela sua pureza.

 

Nenhum ser humano vive na ilha Fernandina. O local é demasiado inóspito, por isso os seus habitantes são fundamentalmente répteis e aves. Mas este pedaço de chão bravio atrai cientistas e amantes da vida selvagem.

Darwin, que visitou o arquipélago, nunca pisou esta ilha, mas os seus actuais exploradores não duvidam de que ficaria fascinado pela dinâmica da sua vida animal. Foi aqui que o conhecido naturalista britânico David Attenborough filmou a perseguição de uma iguana por um grupo de cobras que se tornaria viral. A velocidade do réptil em fuga, exemplar de uma espécie que outrora Darwin classificou de estúpida e lenta, deixou os observadores estupefactos. Mais tarde foi a vez das pessoas que visualizaram o filme que a equipa de Attenborough realizou, para promoção da segunda série documental da BBC “Planeta Terra”, ficarem espantadas. Em dez dias esse clip superou os 5 milhões de visualizações e a iguana que foi estrela ganhou a alcunha de “Messi”, em alusão ao conhecido futebolista.

A mais jovem e terceira maior ilha das Galápagos ainda hoje tem segredos por desvendar. Dominada pelo Cumbre, um dos vulcões mais activos do planeta, permanece distante e inviolável, como no primeiro dia em que emergiu do oceano.

Foto: Single Trips